Lesão do manguito rotador sempre precisa de cirurgia?
Nem toda lesão do manguito rotador precisa de cirurgia. Entenda os tipos de lesão no ombro, o tratamento com fisioterapia e quando a operação é indicada.
Ler artigoOmbro e cotovelo

Na maioria das vezes, a dor no cotovelo vem de tendões sobrecarregados por esforço repetido. Dor do lado de fora sugere epicondilite lateral, o cotovelo de tenista. Do lado de dentro, epicondilite medial. Inchaço na ponta do cotovelo sugere bursite, e formigamento no dedo mínimo aponta para o nervo ulnar. A maioria melhora sem cirurgia.
A dor no cotovelo costuma aparecer em gestos simples, como pegar a garrafa de café, torcer um pano ou apertar a mão de alguém. Incomoda, atrapalha o trabalho e muitas vezes demora a passar. Na grande maioria dos casos não é sinal de nada grave, e o local exato da dor já ajuda a entender de onde ela vem.
A causa mais comum é a sobrecarga dos tendões que prendem os músculos do antebraço ao cotovelo. Esses músculos movem o punho e os dedos, e seus tendões se fixam em duas saliências do osso, uma de cada lado do cotovelo. Movimentos repetidos de apertar, torcer e levantar peso desgastam esses tendões aos poucos.
O cotovelo tem ainda uma bolsa de líquido na ponta, que protege o osso, e um nervo que passa por trás da parte de dentro. Cada uma dessas estruturas dá um tipo diferente de sintoma.
Dor do lado de fora é, na maior parte das vezes, epicondilite lateral, conhecida como cotovelo de tenista. É um desgaste dos tendões que estendem o punho, com pequenas lesões no ponto em que eles se prendem ao osso.
Apesar do nome, a maioria das pessoas com o problema nunca jogou tênis. Ele é mais comum entre os 30 e os 50 anos e em quem repete o mesmo gesto com o antebraço, como pintores, encanadores, marceneiros, cozinheiros e quem passa muitas horas no computador. Às vezes aparece sem uma causa evidente.
Os sinais mais comuns são:
Dor do lado de dentro sugere epicondilite medial, o cotovelo de golfista. O mecanismo é parecido, mas os tendões afetados são os que dobram o punho e os dedos. A dor fica na saliência de dentro do cotovelo e piora ao fechar a mão com força ou dobrar o punho contra resistência.
Por esse mesmo lado passa o nervo ulnar, aquele que dá choque quando se bate o cotovelo. Quando ele é comprimido, o sintoma principal é formigamento ou dormência no dedo mínimo e no anelar, pior com o cotovelo dobrado por muito tempo, como ao segurar o celular ou dormir com o braço dobrado. Com o tempo pode surgir fraqueza na mão. Para avaliar esse nervo, o médico pode pedir uma eletroneuromiografia.
Um inchaço mole na ponta do cotovelo, parecido com uma bolinha, costuma ser bursite do olécrano. A bursa é uma bolsa fina com um pouco de líquido que fica entre a pele e o osso. Quando é irritada, enche de líquido.
As causas mais comuns são uma pancada direta e o hábito de apoiar o cotovelo em superfícies duras por muito tempo. Doenças como gota e artrite reumatoide também podem provocar bursite. Em muitos casos o inchaço dói pouco e incomoda mais pela aparência e pelo apoio.
A bursa também pode infeccionar, quando bactérias entram por um arranhão, uma picada de inseto ou um pequeno ferimento. Nesse caso, a região fica vermelha, quente e dolorida.
Depende da causa, e a maior parte dos casos é tratada sem cirurgia. Nas epicondilites, o tratamento costuma incluir:
A melhora é gradual. A dor pode ceder em algumas semanas ou durar muitos meses, e em parte dos casos passa de um ano. A cirurgia só entra em discussão quando não há melhora depois de vários meses de tratamento bem feito, em geral de seis a doze.
Na bursite sem infecção, proteger a ponta do cotovelo e evitar o apoio costumam resolver. Quando há suspeita de infecção, o médico avalia retirar o líquido para exame e indicar antibiótico. Na compressão do nervo ulnar, as primeiras medidas são evitar manter o cotovelo dobrado por muito tempo e não apoiá-lo em superfícies duras.
Procure um ortopedista se a dor continua depois de cerca de duas semanas de repouso relativo e cuidados em casa, se está piorando ou se atrapalha o sono e o trabalho. Também é motivo de consulta o formigamento nos dedos, a perda de força para segurar objetos e o inchaço que não diminui.
Na consulta com o especialista em ombro e cotovelo, o diagnóstico é feito principalmente pela conversa e pelo exame físico. Exames de imagem são pedidos quando há dúvida ou quando o quadro não evolui como esperado.
Este conteúdo é informativo e não substitui uma consulta.
Não. A maioria das pessoas com epicondilite lateral nunca praticou o esporte. O problema está ligado a gestos repetidos com o antebraço e o punho, no trabalho, em casa ou no lazer.
Em geral, não. Deixar o braço parado por muito tempo causa rigidez e fraqueza. O mais indicado é reduzir o que provoca a dor e manter os movimentos leves, com exercícios orientados.
A infiltração com corticoide pode aliviar a dor por um tempo, mas é usada com cautela e não substitui os exercícios e os ajustes nas atividades. O médico avalia se ela faz sentido no seu caso.
Pode, embora seja menos comum do que os problemas de tendão. A artrose e outras formas de artrite costumam dar dor com rigidez e perda de movimento. A avaliação médica e os exames de imagem ajudam a diferenciar.
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