Dor no cotovelo: o que pode ser?
Dor no cotovelo costuma vir de tendões sobrecarregados, bursite ou nervo comprimido. Veja como o local da dor ajuda a entender a causa e quando consultar.
Ler artigoOmbro e cotovelo

Não. Muitas lesões do manguito rotador, principalmente as parciais e as causadas por desgaste, melhoram com fisioterapia, ajuste das atividades e remédios para a dor. A cirurgia costuma ser considerada quando a dor e a fraqueza continuam depois de alguns meses de tratamento, quando a ruptura é grande ou quando aconteceu de repente, depois de uma queda ou esforço.
Receber o resultado de um exame com as palavras "ruptura" ou "lesão do manguito rotador" assusta. A primeira ideia costuma ser que o tendão rasgou e que só a cirurgia resolve. Na prática, a decisão depende de vários fatores, e muita gente melhora da dor e volta a usar bem o ombro sem operar.
É um conjunto de quatro músculos e seus tendões que envolvem a cabeça do úmero, o osso do braço, e a mantêm encaixada no ombro. Esses tendões participam dos movimentos de levantar e girar o braço.
Entre o manguito e o osso que forma o teto do ombro existe uma bolsa de líquido, a bursa, que facilita o deslizamento. Os problemas do manguito incluem a inflamação dos tendões (tendinite), a inflamação da bursa (bursite) e as rupturas, que podem ser parciais, quando só parte do tendão é atingida, ou completas.
A maior parte das rupturas acontece por desgaste do tendão ao longo dos anos. Com a idade, a circulação nos tendões diminui e a capacidade de reparo cai. Por isso a lesão é mais comum depois dos 40 anos. Esportes e trabalhos que exigem elevar o braço repetidamente, como natação, tênis, pintura e construção, aumentam o risco.
A outra forma é a lesão aguda, que acontece de uma vez. Pode ocorrer em uma queda sobre o braço esticado ou ao levantar algo pesado com um tranco.
Os sintomas mais comuns são dor e fraqueza no ombro. Em geral, a pessoa percebe:
Na ruptura por desgaste, a dor costuma começar leve e aumentar com o tempo. Na ruptura aguda, a dor é forte e a fraqueza aparece na hora. Algumas rupturas não causam sintoma nenhum e são encontradas por acaso em exames.
Não. Em grande parte dos casos, o tratamento começa sem cirurgia, e a maioria das pessoas tem alívio da dor e melhora da função. A academia americana de cirurgiões ortopédicos (AAOS) estima que isso aconteça em cerca de oito a cada dez pacientes.
O tratamento sem cirurgia costuma reunir:
Há um ponto a saber: o tendão que rompeu por completo não cola de volta sozinho. O que os exercícios fazem é fortalecer os músculos que continuam inteiros, para que compensem a lesão e o ombro funcione sem dor. Para muitas pessoas isso basta. O acompanhamento serve para observar se a lesão aumenta e se a força se mantém.
A cirurgia é considerada em algumas situações:
No procedimento, o cirurgião prende o tendão de volta no osso. Depois, o braço fica um período na tipoia e a reabilitação é longa, com meses de fisioterapia até a volta completa da força.
Deixar de operar também tem custos, que o médico coloca na conversa: a ruptura pode aumentar com o tempo, e a dor ou a limitação para certas atividades podem continuar. Idade, tamanho da lesão, qualidade do músculo, rotina e expectativas entram na decisão, que é tomada junto com o paciente.
Procure um ortopedista se a dor no ombro dura mais de algumas semanas, atrapalha o sono ou vem com dificuldade para levantar o braço. Na consulta, o médico examina o movimento e a força do ombro e pode pedir radiografia, ultrassom ou ressonância magnética para confirmar a lesão e ver seu tamanho.
Um especialista em ombro e cotovelo explica o que o exame mostra e quais são as opções no seu caso.
Este conteúdo é informativo e não substitui uma consulta.
Pode. Parte das lesões aumenta com o passar do tempo, e outras ficam estáveis por anos. Por isso quem trata sem cirurgia costuma ser reavaliado de tempos em tempos, pelo exame físico e, quando preciso, por exame de imagem.
Em geral, não. Rupturas sem sintomas são comuns com o avançar da idade e muitas vezes só precisam de acompanhamento. A indicação de cirurgia leva em conta a dor, a força e a função do ombro, e não só a imagem.
Não. A infiltração com corticoide reduz a inflamação e a dor por um tempo, o que pode ajudar a fazer os exercícios. Ela não repara o tendão e por isso é usada com critério.
Depende da lesão e da fase do tratamento. Exercícios de fortalecimento fazem parte da reabilitação, mas cargas e movimentos precisam ser ajustados. Converse com o médico e o fisioterapeuta antes de voltar aos treinos.
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