Como dar banho em criança com gesso?
Saiba como dar banho em criança com gesso sem molhar, o que fazer se o gesso molhar, como aliviar a coceira e quais sinais pedem atendimento médico.
Ler artigoOrtopedia e traumatologia

O gesso envolve o membro por inteiro e dá a imobilização mais firme. A tala cobre só uma parte, é presa com faixa e acomoda melhor o inchaço dos primeiros dias. A órtese é uma peça pronta ou feita sob medida, que pode ser tirada e recolocada. O médico escolhe conforme a lesão e a fase do tratamento.
Quem sai de um atendimento com o braço ou a perna imobilizados nem sempre entende por que recebeu uma tala e não um gesso, ou por que o vizinho com a mesma queixa usa uma peça de velcro. Os três servem para proteger a região machucada, mas funcionam de formas diferentes. Conhecer cada um ajuda a cuidar bem da imobilização em casa.
A diferença está no quanto cada um imobiliza e na possibilidade de ajustar ou retirar.
No dia a dia esses nomes se misturam. Muita gente chama a órtese de punho de tala, e isso não é um erro. O que importa é saber se a sua imobilização pode ou não ser retirada, e em que momentos.
O gesso e a tala podem ser feitos de gesso comum ou de fibra de vidro, conhecida como gesso sintético. A fibra de vidro é mais leve e mais resistente. O gesso comum custa menos e se molda melhor em algumas situações. Nos dois casos há uma camada de algodão por baixo, que protege a pele.
A tala costuma ser a primeira imobilização depois de uma lesão recente. Nos primeiros dias a região incha, e a tala deixa espaço para esse inchaço, o que um gesso fechado não permite.
Por isso é comum sair do pronto-socorro com uma tala e, alguns dias depois, com o inchaço menor, trocar por um gesso fechado. Em lesões mais leves, como algumas torções, a tala pode ser o único tratamento.
O gesso é indicado quando o osso precisa ficar bem firme na posição certa até cicatrizar. É o tratamento mais comum para fraturas em que as partes do osso estão alinhadas ou foram recolocadas no lugar.
O tempo de uso varia com o osso e com o tipo de fratura. O médico acompanha com radiografias e decide quando retirar. A matéria sobre fratura de punho traz um exemplo de como é esse acompanhamento.
Há fraturas que não ficam estáveis só com gesso. Nesses casos o médico pode indicar cirurgia para fixar o osso com placas, parafusos ou pinos.
A órtese serve para apoiar, proteger ou posicionar uma articulação, permitindo que seja retirada em alguns momentos. Ela é usada em várias situações:
Usar a órtese pelo tempo certo é parte do tratamento. Usar menos do que o indicado pode atrasar a recuperação. Usar por mais tempo do que o necessário pode deixar a articulação rígida e os músculos fracos. Em caso de dúvida sobre horários, pergunte ao médico ou ao fisioterapeuta.
O principal cuidado é manter a imobilização seca e a região elevada nos primeiros dias. Algumas orientações que valem para a maioria dos casos:
O gesso comum leva de um a dois dias para secar por completo. Nesse período, evite apoiá-lo em superfícies duras.
Procure o ortopedista ou o serviço que colocou a imobilização se ela quebrou, molhou, ficou frouxa ou está machucando a pele. Não espere a data do retorno.
Depois que a imobilização é retirada, é comum a articulação ficar dura e o músculo mais fino. Isso melhora aos poucos. A fisioterapia ajuda a recuperar movimento e força nessa fase.
Uma consulta de ortopedia e traumatologia também serve para quem tem dúvida sobre que tipo de imobilização usar em um problema que não é urgente, como uma dor que se repete no punho ou no tornozelo. Na Ortopedia Prime, em João Pessoa, o atendimento é com hora marcada.
Este conteúdo é informativo e não substitui uma consulta.
Depende do tipo. A tala colocada no pronto-socorro depois de uma fratura não deve ser retirada em casa, e precisa ser protegida da água. A órtese de velcro pode sair no banho quando o médico autoriza. Pergunte isso na consulta.
A fibra de vidro resiste à água, mas o algodão que fica por baixo não, e a pele pode ficar irritada se ele permanecer úmido. A regra é manter seco, a não ser que o médico tenha dito que o seu modelo pode molhar.
Não coloque nada por dentro. Agulhas de tricô, réguas e cabides podem ferir a pele e causar infecção. A coceira costuma diminuir depois de alguns dias. Se vier com cheiro ruim ou dor em um ponto, avise o médico.
Não costuma doer. O gesso é retirado com uma serra própria, que vibra e corta o material rígido sem cortar a pele. Ela faz barulho, o que assusta um pouco, mas a camada de algodão protege a pele.
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