Mão e microcirurgia

Fratura de punho: quanto tempo leva a recuperação?

Por Equipe Ortopedia Prime Revisado em 4 min de leitura
Mãos de um médico de jaleco examinando o punho e a palma de uma paciente sobre uma mesa escura
Resposta rápida

Depende do tipo de fratura e do tratamento. Em geral, o gesso fica de quatro a seis semanas, e o osso leva em torno de seis a oito semanas para consolidar. A rigidez melhora nos primeiros meses depois da retirada. Atividades pesadas costumam voltar entre três e seis meses, e a recuperação completa pode levar até um ano.

Quebrar o punho muda a rotina de uma hora para outra. Tarefas simples, como se vestir, cozinhar ou digitar, ficam difíceis, e a primeira coisa que a pessoa quer saber é quando vai voltar ao normal. A resposta varia de um caso para outro, mas dá para entender bem as fases da recuperação.

O que é a fratura de punho?

Na maioria das vezes, é a quebra da ponta do rádio, o osso mais largo do antebraço, bem perto da articulação do punho. A causa mais comum é a queda com a mão espalmada no chão. Em pessoas mais velhas, com os ossos enfraquecidos pela osteoporose, uma queda da própria altura pode bastar. Em pessoas mais jovens, costuma acontecer em acidentes de trânsito, quedas de altura e esportes.

Logo depois da queda aparecem dor forte, inchaço, hematoma e dificuldade para mexer o punho. Em algumas fraturas o punho fica visivelmente torto. A radiografia confirma o diagnóstico e mostra se os pedaços do osso saíram do lugar.

Quanto tempo o punho fica imobilizado?

Em geral, de quatro a seis semanas, quando a fratura é tratada sem cirurgia. Nos primeiros dias é comum usar uma tala, que acomoda o inchaço. Depois ela costuma ser trocada por um gesso ou por uma imobilização mais firme. O médico repete a radiografia nas primeiras semanas para conferir se o osso continua na posição certa.

Esse prazo muda conforme a idade, a qualidade do osso, o tipo de fratura e o tratamento escolhido. Algumas fraturas levam mais tempo para consolidar, e só o acompanhamento mostra quando é seguro retirar a imobilização.

Quando a fratura de punho precisa de cirurgia?

A cirurgia é indicada quando os fragmentos estão fora do lugar e não ficam alinhados só com o gesso, ou quando a fratura atinge a superfície da articulação de um jeito que pode prejudicar o movimento depois. Nela, o cirurgião reposiciona o osso e o fixa, na maior parte dos casos com placa e parafusos. Em algumas situações são usados pinos ou um fixador externo.

Operar não encurta o tempo que o osso leva para colar. O que pode mudar é o momento de começar a mexer o punho, que em alguns casos é liberado mais cedo. Quem define isso é o cirurgião, de acordo com a firmeza da fixação.

Como é a recuperação depois de tirar o gesso?

Depois de tirar o gesso, o punho fica rígido, mais fino e fraco, e isso é esperado. A rigidez costuma melhorar bastante no primeiro ou segundo mês e continua melhorando aos poucos por muito mais tempo.

De modo geral, a volta às atividades segue esta ordem:

  • tarefas leves do dia a dia, liberadas aos poucos logo depois da retirada do gesso;
  • atividades leves, como nadar ou fazer exercícios para as pernas, cerca de um a dois meses depois;
  • atividades que exigem mais do punho, como esportes de impacto e trabalho pesado, entre três e seis meses depois da fratura;
  • recuperação completa da força e do movimento, que pode levar até um ano.

Sentir algum incômodo ao fazer esforço durante esse primeiro ano é comum e não quer dizer que algo deu errado. A fisioterapia ajuda a recuperar o movimento, a força e a confiança para usar a mão. Dirigir e carregar peso dependem da liberação do médico.

Quais cuidados ajudam enquanto o punho está imobilizado?

Alguns cuidados simples reduzem o inchaço e evitam problemas com o gesso:

  • manter a mão elevada, acima da altura do coração, principalmente nos primeiros dias;
  • mexer os dedos, o cotovelo e o ombro várias vezes ao dia, para não enrijecer;
  • não molhar o gesso e protegê-lo no banho;
  • não enfiar objetos por dentro do gesso para coçar;
  • não tirar nem cortar a imobilização por conta própria;
  • não dirigir nem carregar peso com o braço imobilizado.

Quando procurar um ortopedista?

Depois de uma queda, procure atendimento se o punho estiver inchado, dolorido ou torto. Uma fratura pode ser confundida com uma torção, e só a radiografia tira a dúvida. O primeiro atendimento é feito no pronto-socorro.

Passada a fase inicial, o acompanhamento em consultório serve para conferir a consolidação e orientar a reabilitação. Vale procurar um ortopedista especialista em mão se, depois de tirar o gesso, o punho continuar muito rígido, a dor não diminuir com o passar das semanas ou os dedos ficarem formigando.

Este conteúdo é informativo e não substitui uma consulta.

Perguntas frequentes

01É normal o punho ficar duro depois de tirar o gesso?

É. Semanas de imobilização deixam a articulação rígida e os músculos mais fracos. O movimento costuma voltar aos poucos, com exercícios orientados, ao longo dos meses seguintes.

02Fratura de punho sempre precisa de fisioterapia?

Nem sempre, mas ela é indicada com frequência. Algumas pessoas recuperam bem com exercícios ensinados pelo médico para fazer em casa. Quando a rigidez ou a fraqueza demoram a melhorar, a fisioterapia costuma fazer diferença.

03Quando posso voltar a dirigir?

Não há um prazo igual para todos. É preciso estar sem a imobilização, com movimento e força suficientes para segurar o volante e reagir a um imprevisto. O médico libera de acordo com a sua evolução.

04Quebrar o punho em uma queda simples é sinal de osteoporose?

Pode ser. Em pessoas mais velhas, uma fratura depois de uma queda da própria altura levanta a suspeita de osso enfraquecido. Nesses casos, o médico pode indicar exames para avaliar a saúde dos ossos e reduzir o risco de novas fraturas.

Revisão médica

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