Artrose nas mãos: o que ajuda a aliviar a dor?
Artrose nas mãos causa dor e rigidez nos dedos e na base do polegar. Veja os sinais, o diagnóstico, o que ajuda no dia a dia e quando ir ao médico.
Ler artigoMão e microcirurgia

Se a ponta do dedo ficou caída depois de uma pancada e não estica sozinha, pode ser dedo em martelo, uma lesão do tendão que estica a ponta. Coloque gelo, mantenha a mão elevada e procure um médico nos primeiros dias. O tratamento mais comum é uma tala usada sem interrupção por seis a oito semanas.
A bola bate na ponta do dedo, ou o dedo prende no lençol ao arrumar a cama, e a ponta fica caída. Você consegue levantar com a outra mão, mas, ao soltar, ela cai de novo. Às vezes nem dói muito, e por isso muita gente deixa passar. Essa lesão se chama dedo em martelo e tem tratamento simples quando começa cedo.
É uma lesão do tendão que estica a ponta do dedo. Esse tendão corre pelo dorso do dedo e se prende ao último osso. Quando ele se rompe ou arranca um pedacinho do osso onde está preso, a ponta perde a força para esticar e fica dobrada para baixo.
A causa mais comum é uma pancada direta na ponta do dedo esticado, que força a ponta a dobrar além do normal. Acontece muito em esportes com bola, como vôlei, basquete e handebol. Também pode ocorrer em situações banais, como prender o dedo ao dobrar um lençol. Qualquer dedo pode ser atingido, inclusive o polegar.
O sinal mais claro é a ponta do dedo caída, que só estica com a ajuda da outra mão. Outros sinais costumam aparecer logo depois da pancada:
Em algumas pessoas a dor é pequena e o dedo só chama atenção pela posição. Isso não quer dizer que a lesão é leve. O tendão pode estar rompido mesmo com pouca dor.
Proteja o dedo e procure avaliação médica nos primeiros dias. Enquanto isso, algumas medidas ajudam:
Não tente puxar nem "colocar o dedo no lugar". O ideal é ser avaliado dentro de uma semana, porque o tratamento funciona melhor quando começa cedo.
Na maioria dos casos, o tratamento é feito com uma tala que mantém a ponta do dedo esticada. Antes, o médico examina o dedo e costuma pedir uma radiografia para ver se há fratura e se a articulação está alinhada.
A tala cobre só a ponta. A articulação do meio do dedo fica livre e deve continuar se mexendo. O que exige disciplina é o tempo de uso:
A tala precisa ser retirada para limpar a pele. Faça isso com o dedo apoiado e esticado sobre uma mesa. Tire a tala com cuidado, lave e seque bem o dedo e a tala, e recoloque sem deixar a ponta cair. Mantenha a tala seca no restante do dia.
Mesmo com o tratamento bem feito, o dedo pode levar alguns meses para voltar ao normal. É comum ficar um pouco vermelho, inchado e sensível nesse tempo. Em alguns casos sobra uma pequena queda na ponta, que não costuma atrapalhar o uso da mão.
A cirurgia é pouco frequente. Ela é considerada quando o tendão arrancou um fragmento grande de osso, quando a articulação saiu do lugar ou quando a pessoa não consegue manter a tala pelo tempo necessário. Nesses casos, o cirurgião pode usar pinos para segurar o osso e a articulação na posição enquanto cicatrizam.
Depois da tala ou da cirurgia, os exercícios para a mão começam quando o médico libera, em geral depois de seis a oito semanas. A fisioterapia pode orientar essa fase.
Procure avaliação sempre que a ponta de um dedo ficar caída depois de uma pancada, mesmo com pouca dor. O ideal é ser visto na primeira semana. Um ortopedista especialista em mão confirma o diagnóstico, indica a tala adequada e acompanha a cicatrização.
Em crianças e adolescentes a avaliação merece ainda mais cuidado. A lesão pode atingir a cartilagem de crescimento do osso, e um tratamento inadequado pode deixar o dedo torto ou mais curto.
Se a pancada foi há semanas e o dedo continua caído, marque a consulta do mesmo jeito. O médico avalia o que ainda pode ser feito.
Este conteúdo é informativo e não substitui uma consulta.
Sem tratamento, a ponta do dedo tende a continuar caída. O tendão precisa ficar imóvel, com o dedo esticado, para cicatrizar na posição certa. Por isso a tala é indicada mesmo quando a dor é pequena.
O melhor é não deixar o dedo sem apoio em nenhum momento. Combine com o médico como fazer a limpeza. Em geral, a tala é retirada só para lavar e secar o dedo, com a ponta sempre apoiada e esticada.
Uma única dobra pode desfazer a cicatrização que já tinha acontecido. Avise o médico, porque muitas vezes é preciso recomeçar a contagem do tempo de tala.
Depende do esporte e da fase do tratamento. Atividades que exigem muito das mãos costumam ser evitadas até o tendão cicatrizar. Converse com o médico antes de voltar a treinar.
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