Artrose nas mãos: o que ajuda a aliviar a dor?
Artrose nas mãos causa dor e rigidez nos dedos e na base do polegar. Veja os sinais, o diagnóstico, o que ajuda no dia a dia e quando ir ao médico.
Ler artigoMão e microcirurgia

O polegar duplicado costuma ser percebido logo ao nascer, e a criança pode ser avaliada por um especialista em mão ainda nos primeiros meses de vida. Não é uma urgência. A consulta serve para entender como os dois polegares são formados e planejar o tratamento. Quando há cirurgia, ela costuma ser feita entre um e dois anos de idade.
Descobrir que o bebê nasceu com um polegar a mais pega a família de surpresa. É comum surgirem dúvidas e até culpa, junto com a vontade de resolver logo. O polegar duplicado é uma das diferenças de nascença mais conhecidas da mão, e há tempo para avaliar com calma e decidir o que fazer.
É a presença de um polegar a mais em uma das mãos ou nas duas. Os médicos chamam de polidactilia pré-axial, que quer dizer dedo extra do lado do polegar. Dedos extras também podem aparecer do lado do dedo mínimo, o que é outra situação.
A forma varia bastante de uma criança para outra:
É comum que os dois polegares sejam menores do que um polegar único seria. Eles também podem ser um pouco curvos ou ter dificuldade para dobrar em alguma articulação.
A causa exata não é conhecida. A mão se forma no começo da gestação, e a duplicação acontece nessa fase. Não é resultado de algo que a mãe fez ou deixou de fazer durante a gravidez.
Dedos extras podem aparecer em mais de uma pessoa da mesma família. Na maioria das vezes surgem sozinhos, sem nenhum outro problema de saúde. Em uma parte menor dos casos, fazem parte de uma síndrome genética, e por isso o pediatra examina a criança por inteiro.
A primeira avaliação pode ser feita nos primeiros meses de vida. Em geral, o polegar duplicado é visto ainda na maternidade, e o pediatra encaminha a criança para um especialista em mão.
Não é uma urgência. O dedo extra não dói e não prejudica a saúde do bebê. A consulta cedo tem outra finalidade: tirar as dúvidas da família, entender como os polegares são formados e planejar o tratamento com tempo.
Na consulta, o médico observa a mão e como a criança usa os polegares. Ele pode pedir uma radiografia para ver como os ossos estão ligados. Em alguns serviços, um terapeuta ocupacional avalia o movimento e a força do polegar.
Se a criança já é maior e nunca foi avaliada, vale marcar a consulta do mesmo jeito.
O tratamento mais indicado costuma ser a cirurgia, e a decisão depende de como os polegares são formados e de como funcionam. O objetivo é deixar um polegar com o melhor movimento, firmeza e aparência possíveis.
Nem sempre a cirurgia se resume a retirar o dedo que sobra. Muitas vezes os dois polegares dividem estruturas. Nesses casos, o cirurgião retira um deles e reconstrói ligamentos e tendões no polegar que fica, para que ele tenha firmeza.
Há situações em que a cirurgia não é recomendada, quando retirar o polegar extra pioraria a função da mão. E a família pode optar por não operar se o dedo extra não atrapalha o uso da mão. Tudo isso é conversado na consulta.
Não amarre o dedo extra com linha nem tente retirá-lo em casa. Mesmo quando parece só um pedacinho de pele, ele tem vasos e nervos, e pode haver sangramento, infecção e dor.
A maioria das crianças é operada por volta de um a dois anos de idade.
A idade exata depende de cada caso e é definida pelo cirurgião junto com a família. A cirurgia é feita em hospital, com anestesia geral. Depois dela, a mão fica protegida por uma imobilização durante algumas semanas, que precisa ser mantida seca.
As crianças costumam se recuperar bem e voltar a usar a mão normalmente em cerca de seis semanas. O acompanhamento segue por alguns anos, porque o polegar cresce junto com a criança.
Convém saber que o polegar que fica tende a ser um pouco menor que o da outra mão. Em alguns casos, uma segunda cirurgia é indicada mais tarde, para melhorar o alinhamento ou a firmeza.
Procure um ortopedista especialista em mão quando o bebê nasce com um polegar a mais, mesmo que pequeno, para avaliar e planejar o tratamento. Marque a consulta também nestas situações:
Leve para a consulta os exames que a criança já fez e anote as perguntas antes. Para outras queixas de ossos e articulações, veja quando procurar um ortopedista.
Este conteúdo é informativo e não substitui uma consulta.
Não. O dedo extra não causa dor ao bebê. O que pode acontecer é ele enroscar em roupas e mantas quando está preso por uma haste fina.
As crianças costumam se adaptar bem e usar a mão nas atividades do dia a dia. O polegar pode ficar um pouco menor ou com menos movimento que o da outra mão. O resultado varia de acordo com a forma da duplicação.
Na maioria das vezes o polegar duplicado aparece de forma isolada. Como dedos extras podem se repetir em algumas famílias, vale conversar com o pediatra, que pode indicar uma avaliação com geneticista.
Às vezes, sim. Dedos extras podem ser vistos no ultrassom a partir do terceiro mês de gestação, mas é comum que só sejam percebidos no nascimento.
Publicado em · Revisado em . Este conteúdo é informativo e não substitui a consulta médica.
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