Artrose no joelho: o que ajuda além da cirurgia?
Artrose no joelho nem sempre termina em cirurgia. Veja o que alivia a dor, como exercício, perda de peso, fisioterapia e remédios, e quando operar.
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Não. Lesões parciais sem falseio e rupturas em pessoas que não praticam esportes com giros e saltos podem ser tratadas com fisioterapia e ajuste das atividades. A cirurgia de reconstrução costuma ser indicada para quem quer voltar a esses esportes, para quem sente o joelho falsear no dia a dia e quando há lesão associada de menisco.
O pé fica preso no chão, o corpo gira, vem um estalo e o joelho incha em poucas horas. Dias depois, a ressonância mostra ruptura do ligamento cruzado anterior. Quem recebe essa notícia quer saber se vai precisar operar e quanto tempo vai ficar parado. A resposta depende do tipo de lesão e, principalmente, do que você espera do seu joelho.
É um dos quatro ligamentos principais do joelho. O ligamento cruzado anterior, ou LCA, fica no centro da articulação e liga o fêmur à tíbia. Ele impede que a tíbia deslize para a frente e dá firmeza ao joelho nos movimentos de giro.
Por isso ele é tão exigido nas mudanças de direção, nas freadas e nas aterrissagens de salto. No dia a dia, em linha reta, outras estruturas e os músculos da coxa dão conta de boa parte do trabalho.
A maioria das lesões acontece sem pancada no joelho, em um giro com o pé apoiado, em uma parada brusca ou ao cair de um salto. É comum no futebol, no basquete e no vôlei.
Os sinais mais frequentes são:
Depois de algumas semanas, a dor e o inchaço costumam diminuir. O que pode ficar é o falseio, a sensação de que o joelho escapa em certos movimentos. O diagnóstico é feito pelo exame físico. A ressonância magnética mostra o ligamento e ajuda a ver se menisco, cartilagem ou outros ligamentos também foram atingidos, o que é comum.
Não. A indicação depende do grau da lesão, da estabilidade do joelho e das atividades de cada pessoa. O tratamento sem cirurgia pode ser uma boa opção nestas situações:
Nesses casos, o tratamento é feito com fisioterapia para controlar o inchaço, recuperar o movimento e fortalecer a musculatura da coxa e do quadril. O programa costuma durar pelo menos três meses. Depois dele, o médico reavalia se o joelho ficou estável para o que você precisa.
É bom saber que o LCA rompido por completo não cicatriza sozinho. Ele tem pouca circulação e fica banhado pelo líquido da articulação. A fisioterapia não refaz o ligamento. Ela prepara os músculos para dar firmeza ao joelho.
A reconstrução costuma ser indicada nestes casos:
Na cirurgia, o ligamento não é costurado. Ele é substituído por um enxerto, em geral um tendão do próprio paciente e, em alguns casos, de doador. O procedimento costuma ser feito por artroscopia, com pequenos cortes e uma câmera.
A recuperação é longa. A fisioterapia começa logo e busca primeiro recuperar o movimento completo, depois a força e o controle do joelho. A volta ao esporte costuma acontecer entre seis e doze meses, depois de testes que mostrem que o joelho está pronto. O prazo e o resultado variam de pessoa para pessoa, e o risco de nova lesão existe mesmo com tudo bem feito.
Depende de como o joelho se comporta. Quem não tem falseio e adapta as atividades pode ficar bem por muitos anos. O risco aparece quando o joelho continua instável. Cada episódio de falseio pode machucar o menisco e a cartilagem. Entre as pessoas que convivem com instabilidade por muito tempo, a maioria acaba tendo lesão de menisco em alguns anos.
Por isso, quem escolhe não operar precisa de acompanhamento. Se o joelho passa a falsear, vale conversar de novo sobre a cirurgia.
Procure um ortopedista se, depois de uma torção, o joelho inchou, estalou ou passou a dar a sensação de que vai ceder. Mesmo que a dor melhore em alguns dias, a avaliação mostra quais estruturas foram atingidas. Logo depois da torção, proteja o joelho, use gelo e evite esportes até ser examinado.
A consulta com um ortopedista que atua em joelho serve para confirmar o diagnóstico e discutir, com calma, as duas opções de tratamento. A lesão isolada do LCA raramente exige decisão no mesmo dia.
Este conteúdo é informativo e não substitui uma consulta.
Dá. Depois que a dor e o inchaço iniciais passam, a maioria das pessoas anda normalmente em linha reta. A dificuldade aparece nos giros, nas mudanças de direção e nas descidas, quando o joelho pode falsear.
Esportes com giros e mudanças bruscas de direção são os que mais exigem do LCA. Voltar a eles com o ligamento rompido aumenta o risco de falseios e de lesão do menisco e da cartilagem. Essa decisão precisa ser discutida com o ortopedista.
Não há uma idade fixa. A indicação leva em conta principalmente o nível de atividade, a estabilidade do joelho e as lesões associadas. Pessoas mais velhas e ativas também podem ser candidatas à cirurgia.
Em geral, não é uma cirurgia de urgência. É comum esperar o inchaço diminuir e o joelho recuperar o movimento, com fisioterapia, antes de operar. Lesões associadas, como alguns tipos de lesão de menisco, podem mudar esse planejamento.
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