Artrose nas mãos: o que ajuda a aliviar a dor?
Artrose nas mãos causa dor e rigidez nos dedos e na base do polegar. Veja os sinais, o diagnóstico, o que ajuda no dia a dia e quando ir ao médico.
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Na doença de Dupuytren, a camada de tecido que fica logo abaixo da pele da palma engrossa e encurta com o tempo. Formam-se caroços e cordões que puxam o dedo em direção à palma, quase sempre o anelar e o mínimo. Costuma evoluir devagar, em meses ou anos, e em geral não dói.
Você percebe um carocinho na palma da mão e, com o tempo, um dedo que já não estica como antes. Como quase não dói, muita gente demora a dar atenção, até notar que não consegue mais apoiar a mão aberta sobre a mesa. Esse quadro tem nome, doença de Dupuytren, e existe tratamento quando o dedo começa a atrapalhar.
É um espessamento da fáscia palmar, uma camada de tecido firme que fica logo abaixo da pele da palma da mão. Essa camada engrossa e encurta aos poucos. Quando isso acontece, ela puxa os dedos para dentro e dificulta abrir a mão por completo.
A doença não está nos tendões nem nos ossos. O que prende o dedo é esse tecido da palma, que forma um cordão duro por baixo da pele. Os dedos mais atingidos são o anelar e o mínimo, e o problema pode aparecer em uma mão ou nas duas.
O primeiro sinal costuma ser um caroço firme na palma, perto da base dos dedos. Depois podem surgir outras mudanças:
Na maioria das pessoas não há dor. O incômodo aparece nas tarefas: calçar luvas, colocar a mão no bolso, lavar o rosto, cumprimentar alguém.
A evolução é lenta e leva meses ou anos. Em algumas pessoas o quadro fica só no caroço e nunca chega a dobrar o dedo.
A causa exata não é conhecida. O que se sabe é que alguns fatores aparecem com mais frequência em quem tem a doença:
Ter um desses fatores não significa que você terá a doença. Também não há uma medida comprovada para evitar que ela apareça.
Não. Quando há só o caroço ou o dedo ainda estica bem, o mais comum é acompanhar. O médico examina a mão de tempos em tempos e observa se o dedo está dobrando mais.
O tratamento passa a ser considerado quando o dedo dobrado começa a atrapalhar o uso da mão. Um sinal simples é não conseguir mais encostar a palma e os dedos por inteiro sobre a mesa.
Talas e alongamentos, sozinhos, não impedem a doença de avançar. Eles costumam ser usados depois de um procedimento, para ajudar a manter o dedo esticado.
O tratamento busca soltar ou retirar o tecido que está puxando o dedo. As opções mais usadas são:
Existe ainda a injeção de uma enzima que dissolve o cordão, usada em alguns países. O médico explica quais opções estão disponíveis e qual faz sentido para a sua mão.
Depois do procedimento é comum haver dor, inchaço e rigidez por um tempo. A fisioterapia ajuda a recuperar o movimento e a força, e o uso de uma tala pode ser indicado nessa fase.
Convém saber de duas coisas antes de decidir. O dedo pode não ficar totalmente reto depois do tratamento, principalmente quando já estava muito dobrado. E a doença pode voltar depois de alguns anos, no mesmo dedo ou em outro.
Procure avaliação se um ou mais dedos estão dobrando e você já não consegue apoiar a mão aberta sobre a mesa, ou se a mão está atrapalhando suas atividades. Vale marcar a consulta também quando aparece um caroço na palma e você quer saber do que se trata.
O diagnóstico é feito pela conversa e pelo exame da mão. Na maioria das vezes não é preciso nenhum exame de imagem. Um ortopedista especialista em mão mede o quanto o dedo está dobrado e combina com você se é hora de tratar ou de acompanhar.
Não é preciso correr, porque a doença anda devagar. Mas esperar o dedo dobrar muito torna o tratamento mais difícil e o resultado menos previsível.
Este conteúdo é informativo e não substitui uma consulta.
Em geral, não. Os caroços podem ficar sensíveis no começo, mas a maioria das pessoas não sente dor. O incômodo maior é a limitação para abrir a mão.
Não. No [dedo em gatilho](/artigos/dedo-em-gatilho-melhora-sem-cirurgia), o tendão prende ao passar por um túnel e o dedo trava e destrava com um estalo. Na doença de Dupuytren, um cordão na palma mantém o dedo dobrado o tempo todo, sem estalo.
Pode. O tratamento solta o dedo, mas não elimina a tendência de o tecido da palma voltar a engrossar. A volta é mais comum depois da liberação com agulha do que depois da cirurgia que retira o tecido.
Não há comprovação de que massagem, alongamento ou tala impeçam o dedo de dobrar. Eles não fazem mal quando feitos sem forçar, mas não substituem a avaliação médica se o dedo já está limitado.
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