Artrose nas mãos: o que ajuda a aliviar a dor?
Artrose nas mãos causa dor e rigidez nos dedos e na base do polegar. Veja os sinais, o diagnóstico, o que ajuda no dia a dia e quando ir ao médico.
Ler artigoMão e microcirurgia

Suspeite de lesão de tendão quando, depois de um corte na mão, no punho ou no antebraço, você não consegue dobrar ou esticar um dedo, sente dor forte ao tentar ou fica com a ponta do dedo dormente. O tendão cortado não cicatriza sozinho. Procure um pronto-socorro no mesmo dia, mesmo que o corte pareça pequeno.
Um corte com faca na cozinha, com vidro ou com uma lata aberta acontece em segundos. Depois que o sangramento para, é comum achar que alguns pontos resolvem. Na mão, um corte pequeno na pele pode esconder a lesão de um tendão ou de um nervo, e por isso vale conferir alguns sinais.
Tendões são cordões firmes que ligam os músculos aos ossos. Os músculos que movem os dedos ficam no antebraço, e os tendões passam pelo punho e pela mão até chegar a cada dedo.
Os tendões flexores ficam do lado da palma e dobram os dedos. Os extensores ficam no dorso da mão e esticam os dedos. Em vários pontos eles passam logo abaixo da pele, com pouca proteção. Por isso um corte que parece superficial pode atingi-los, junto com os nervos e os vasos que correm ao lado.
O principal sinal é perder um movimento do dedo depois do corte. Vale observar:
Em cortes parciais, o dedo ainda se move, mas com dor ou fraqueza. O tendão que foi cortado em parte pode se romper de vez dias depois, com um esforço simples. Por isso conseguir mexer o dedo não descarta a lesão.
Controle o sangramento e procure atendimento. Enquanto isso:
No pronto-socorro, a ferida é limpa e avaliada, e a equipe confere se a vacina contra o tétano está em dia.
Não. O tendão trabalha esticado, como um elástico preso entre o músculo e o osso. Quando é cortado, as duas pontas se afastam, e esse espaço impede a cicatrização. Fechar só a pele não devolve o movimento.
O tratamento do tendão flexor cortado costuma ser cirúrgico, com sutura para unir as pontas. Em geral, recomenda-se que o reparo seja feito nos primeiros 7 a 10 dias depois do ferimento. Com o passar das semanas, as pontas se retraem e a cirurgia fica mais difícil. Quando há falta de circulação no dedo, a cirurgia é feita de urgência. Algumas lesões parciais e certos tipos de lesão dos extensores podem ser tratados com tala, decisão que cabe ao especialista depois de examinar a mão.
A recuperação é longa e depende muito da reabilitação. Depois da cirurgia, a mão fica protegida por uma tala por várias semanas, em geral de seis a oito. Nesse período, os exercícios começam cedo, mas são controlados e orientados por um terapeuta de mão ou fisioterapeuta.
O tendão leva em torno de três a quatro meses para ficar firme o bastante para o uso da mão sem restrições. Forçar antes da hora pode romper a sutura. Deixar a mão parada demais faz o tendão grudar nos tecidos em volta e limita o movimento. Seguir a tala e os exercícios como foram orientados pesa tanto no resultado quanto a cirurgia. A fisioterapia acompanha cada fase.
Mesmo com o tratamento bem feito, alguma rigidez pode ficar, e em alguns casos é preciso um segundo procedimento para soltar aderências. Nenhum resultado pode ser prometido de antemão. O que se sabe é que o diagnóstico cedo e a reabilitação correta melhoram as chances.
Procure um especialista em mão se você teve um corte, já recebeu os pontos e percebe que um dedo não dobra, não estica ou ficou dormente. Isso vale mesmo que a ferida já esteja fechada. Lesões de tendão e de nervo podem passar despercebidas no primeiro atendimento, quando a dor e o inchaço atrapalham o exame.
Não espere a pele cicatrizar para ver se o movimento volta. A avaliação com um ortopedista da área de mão e microcirurgia nos primeiros dias amplia as opções de tratamento. O ferimento recente, com sangramento, é caso de pronto-socorro.
Este conteúdo é informativo e não substitui uma consulta.
Não totalmente. Um tendão cortado em parte ainda move o dedo, mas pode doer, ter menos força e romper de vez depois. Se há dor ao dobrar, fraqueza ou dormência, peça uma avaliação.
Não é esperado. A dormência na ponta do dedo sugere que um nervo foi atingido, o que é comum junto com a lesão do tendão, porque os dois passam lado a lado. O nervo também pode precisar de reparo.
O ideal é reparar nos primeiros dias. Quando o diagnóstico é tardio, ainda existem alternativas, como reconstruções com enxerto de tendão, mas costumam ser mais complexas e ter recuperação mais demorada. Por isso a avaliação cedo faz diferença.
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